29/01/2019 - Notícias CNPC

GANHOS E RISCOS DA RETIRADA DA VACINAÇÃO CONTRA A FEBRE AFTOSA

O Sindicato Rural de Dom Pedrito promoveu debate na quinta-feira, dia 17, sobre os ganhos e riscos da retirada da vacinação contra a febre aftosa no Estado. Participaram do encontro produtores de Caçapava, Lavras, Dom Pedrito e São Gabriel. O fim da vacinação nacional está previsto para 2023.

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Antônio Camardelli, e o ex-presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária, José Fernando Dora, foram os palestrantes do evento.
– Eu confesso que não tenho certeza sobre o que é melhor. Foi justamente para entender questões técnicas que realizamos o encontro. Aqui a maioria se posiciona contra a retirada –disse o presidente do Sindicato de Dom Pedrito, Rodrigo Coradini.

O presidente do Sindicato Rural de São Gabriel, Tarso Teixeira, tem posição contrária, pelo fato do estado do Paraná realizar sua última vacinação em maio.

– O fim da vacinação no Paraná deixará o Estado isolado sanitariamente no Sul, já que Santa Catarina é livre sem vacinação. Por isso, a melhor decisão será acabar aqui também. Estamos perdendo mercados importantes– defende.
Para o presidente da Farsul, Gedeão Pereira, o grande temor são os controles sanitários, que vão além da fiscalização eficiente nas fronteiras. Ele questiona a eficiência do governo inclusive nos controles no Porto de Rio Grande e em aeroportos.

O ex-presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária, José Dora, afirma que a vacinação é uma garantia ilusória contra a doença.

– A vacina reduz o risco da presença no rebanho, que nem sempre é totalmente vacinado, reduz os danos, mas não é capaz de evitar a aftosa – declarou.

 

Fonte: Gazeta de Caçapava

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