17/04/2018 - Notícias CNPC

Indea: MT prepara alternativa para coletar dados do rebanho após fim de vacinação

Após a retirada da vacinação contra a febre aftosa no rebanho de Mato Grosso, prevista para começar no ano que vem e prosseguir até 2021, o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) pretende realizar campanhas de “atualização de estoques” do rebanho entre os pecuaristas.

Atualmente, é por meio da declaração de vacinação, entregue pelos criadores a órgãos oficiais, que os governos estaduais e federal conseguem projetar o tamanho dos rebanhos. Sem a campanha da aftosa, a coleta de dados ficaria dificultada.

“Fizemos uma atualização da legislação sanitária. Editamos um decreto em 2017 prevendo que, a partir do momento da retirada da vacinação, as campanhas passarão a ser de ‘atualização de estoques’, e não mais de imunização do rebanho (como ocorre agora)”, disse a presidente do Indea-MT, Daniella Bueno, ao Broadcast Agro (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado). Ela explica que produtores terão de comparecer aos escritórios do Indea duas vezes ao ano, para declarar seu rebanho, por quantidade e sexo. O instituto vai fiscalizar essas declarações por amostragem, da mesma forma como é feito hoje nas campanhas de vacinação.

Em 2017, os abates em Mato Grosso cresceram cerca de 5%, para 4,6 milhões de cabeças. “Tivemos uma recuperação bem nítida no segundo semestre. O mercado primeiro se retraiu com o anúncio da Carne Fraca, mas depois ficou claro que a questão não era sanitária, provamos que a sanidade do rebanho continuava intacta”, diz. Daniella Bueno evita fazer projeções sobre este ano, mas afirma que a perspectiva para 2018 é de crescimento do rebanho estadual, em razão do menor abate de fêmeas no ano passado.

O Brasil deve ser reconhecido país livre de aftosa com vacinação no próximo dia 20 de maio, durante a Assembleia-Geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), da qual o presidente Michel Temer deve participar. A partir daí, o governo deve dar sequência ao plano de retirada total da vacina no País, com o objetivo de ampliar mercados internacionais para a carne bovina brasileira.

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