20/02/2018 - Notícias CNPC

Mesmo com status livre de Febre Aftosa, Adepará mantém vacinação até 2020 no oeste do Pará

Calendário da campanha conta com cinco etapas de vacinação, sendo duas estaduais e três em zonas específicas. Região oeste do estado foi a última a ter registros da doença, há 14 anos.

O estado do Pará está cada vez mais perto de receber o status de território livre da febre aftosa sem vacinação, mas para isso ocorra ainda é necessário que produtores vacinem os rebanhos durante as etapas da campanha realizadas anualmente. Os últimos registros da doença ocorreram há quase 15 anos no oeste do Pará, e desde então a Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) tem intensificado as ações.

Seguindo o calendário de vacinações, estão marcadas para 2018 cinco etapas de imunização:

Campanha de vacinação contra Febre Aftosa no Pará

Período Área territorial
15 de março a 30 de abril Zonas de Proteção de Faro e Terra Santa
1 a 31 de maio Campanha estadual
15 de julho a 30 de agosto Zonas de Proteção de Faro e Terra Santa
15 de agosto a 15 de outubro Ilha do Marajó
1 a 30 de novembro Campanha estadual
Fonte: Adepará
Os últimos estudos técnicos para controles sanitários foram realizados na região em 2015, constatando que não há registros de animais doentes, de acordo com as vigilâncias epidemiológicas feitas pelas equipes de fiscalização da Adepará.

Os últimos registros ocorreram na década de 90, em Santarém e Belterra, ambas em 1999. Já nos anos 2000 o registro ocorreu em Monte Alegre.

Atenção especial
Dois municípios paraenses requerem atenção especial quanto à cobertura vacinal: Faro e Terra Santa – zonas de proteção. As duas cidades têm calendários diferenciados porque estão localizadas na fronteira com o estado do Amazonas.

Devido a localização, eles possuem etapas de vacinação concomitantes ao estado do Amazonas. De acordo com a Instrução Normativa nº 36/2017, os estados do Amazonas, Amapá e Zona de Proteção do Pará, estão com status de livre de aftosa com vacinação, sendo este reconhecimento feito pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Segundo a Adepará, em maio deste ano, este reconhecimento será analisado pela Organização Mundial de Sanidade Animal (OIE), que deverá chancelar e ampliar o reconhecimento a nível internacional. Por este motivo, ainda não haverá suspensão vacinal.

Ainda de acordo com a agência, este é um passo que será dado em 2020, quando for solicitada a suspensão a partir de junho, conforme cronograma do plano 2017-2026 para a erradicação da febre aftosa sem vacinação.

Vantagens
As vantagens que o status livre de aftosa traz para a região e o estado são inúmeras. Destaca-se a ampliação das exportações, pois países com interesse em comprar carne e derivados buscam fornecedores livre da doença; valorização dos rebanhos; melhor condição de competir com outros países igualmente livres; visibilidade ao agronegócio brasileiro; certificação internacional de que o rebanho é livre de febre aftosa e garantias aos investidores e compradores.

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