02/04/2018 - Notícias CNPC

PANAFTOSA participa das celebrações da “Semana Brasil Livre de Febre Aftosa”

PANAFTOSA, 2 de abril de 2018 – Com o objetivo de celebrar a conquista pelo Brasil do status sanitário oficial de livre de febre aftosa em todos dos estados da União (seja com vacinação ou sem vacinação), o Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (PANAFTOSA-OPS/OMS) reunirá atuais e antigos funcionários para as atividades comemorativas da “Semana Brasil Livre de Febre Aftosa” promovida pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do país sede desse Centro.

Essa conquista sanitária é histórica e é resultado da parceria virtuosa entre o Serviço Veterinário do Brasil e o setor privado, conformado por mais de 2,7 milhões de fazendeiros, que compartilharam claras responsabilidades no controle da doença, e que foram apoiados com o intenso trabalho desenvolvido por todos que fizeram e fazem parte do PANAFTOSA-OPS/OMS desde sua criação, disse o diretor do Centro, Dr. Ottorino Cosivi.

No contexto da América do Sul, o Brasil representa cerca de 58% dos rebanhos e o 60% da população de bovinos e bubalinos, refletindo a importância da pecuária brasileira para a região.

Embora o Brasil tenha iniciado a luta contra a febre aftosa em 1963, foi em 1992 que o país estabeleceu um programa de febre aftosa com o objetivo de alcançar a erradicação, progredindo através da implantação progressiva de zonas livres, com base em uma regionalização dos circuitos pecuários. Essa estratégia começou a dar frutos em 1998, quando Rio Grande do Sul foi o primeiro estado da União a ser reconhecido como livre de febre aftosa com vacinação.

A certificação como livre com vacinação dos três últimos estados de norte do país, foi obtida após solicitação do governo brasileiro junto ao comitê científico da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), que é composto por 15 cientistas internacionais, e será oficializada na 86º Assembleia Mundial da OIE, que ocorrerá em Paris, em maio de 2018. Isso contribuirá para a promoção do crescimento econômico e o emprego, particularmente nas populações rurais, e para ampliar e abrir novos mercados internacionais aos produtos pecuários.

A febre aftosa tem um impacto social e econômico pelos efeitos da doença nos animais, pelos transtornos sobre os sistemas alimentares e a segurança alimentar dos países e pela perturbação dos mercados de produtos pecuários nos países exportadores. Na América do Sul, além do Brasil, países como a Argentina, Uruguai e Paraguai são grandes produtores de proteína animal e suas economias são muito beneficiadas pela certificação de livre de febre aftosa.

Vale destacar o excelente trabalho feito pelo serviço veterinário brasileiro, pois o Brasil tem tido um papel significativo no desenvolvimento das Américas por seu comprometimento em as questões veterinárias que tem sido importante para esse êxito e para toda a região, tanto como produtora de alimentos para sua população, como exportadora de carne bovina para o resto do mundo. Além disso, a pecuária brasileira já vem se mobilizando para uma nova meta, que é atingir o status oficial de país livre da febre aftosa sem vacinação.

A programação prevê uma Sessão Solene Plenária no Senado Federal no dia 2 abril, onde o diretor do Centro participará juntamente com o Ministro da Agricultura do Brasil, Blairo Borges Maggi, uma cerimônia oficial no Laboratório Nacional Agropecuário de Minas Grais (LANAGRO-MG) no dia 04 de abril, com uma palestra sobre a importância da certificação alcançada pelo Brasil na erradicação da doença nas Américas feita pelo diretor do PANAFTOSA-OPS/OMS, Dr. Cosivi. Finalmente, no dia 05 de abril, funcionários e convidados do Centro participarão de atividades comemorativas na sede em Duque de Caxias, Rio de Janeiro, Brasil.

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