17/07/2017 - Notícias CNPC

Pecuarista supera desafios todos os dias para salvar a alimentação do mundo

Meio-dia é o horário nacional da fome. Quando essa hora chega, grande parte da população sonha com um grande e suculento pedaço de filé bovino, acompanhado de salada, vegetais e grãos. Em cada item deste prato estão as mãos de uma pessoa: o produtor rural. Falando em carne, a preferência brasileira pelo churrasco é reconhecida mundialmente. O que nem todos sabem é dos desafios que estas pessoas enfrentam na lida do campo para que um alimento seguro, saboroso e nutritivo chegue até o prato do consumidor.

É deveras irresponsável negar a importância deste alimento, tendo em vista o valor nutritivo e também social do mesmo. Quando há carne na mesa é certo que a refeição vai ser boa e agradar o paladar da maioria. Por isso, em homenagem ao Dia Nacional do Pecuarista, comemorado neste 15 de julho, vamos falar de carne, mas, especificamente, de quem a produz. Para levar qualidade até a mesa, foi-se o tempo em que o trabalho era apenas alimentar o animal e abatê-lo. Tecnologia, sanidade e gestão são as palavras-chave da pecuária do futuro.

Ainda que o pecuarista antenado saiba destes conceitos, a rotina do campo revela desafios. Cada fazenda, à sua maneira, tem de lidar com variantes do setor. A carioca Simone Pontual lidera uma produção em Espigão d’Oeste, em Rondônia. Para ela, a grande dificuldade é com relação a mão de obra. “Os funcionários aprenderam o ofício com seus pais, avôs, e antigamente tudo era feito de um jeito muito bruto, no grito. Hoje em dia não pode ser mais assim”, salienta.

Já Sávio Martins, à frente de uma propriedade em Castanheiras, também em Rondônia, identifica outro problema: a imagem que o consumidor tem do profissional do campo. “As pessoas nos pressionam como se fôssemos bandidos poluidores. No entanto, estamos produzindo alimentos. A dificuldade é explicar que eu não derrubo uma árvore há anos, mesmo produzindo na Amazônia”, lamenta.

A atividade de sua família, explica o pecuarista, também movimenta a economia da região. “Compramos o núcleo da parte nutricional pronto e fazemos os produtos na fazenda. Compro o milho e o farelo de soja em cidades próximas e isso acaba impulsionando outra parte da cadeia”, conta.

No entanto, de acordo com ele, as empresas têm papel essencial na tecnificação e evolução da atividade no campo. Sávio Martins e Simone Pontual concordam neste ponto: o acompanhamento do setor privado após a venda do produto, com orientação e amizade, é o grande diferencial deste novo momento produtivo. Os treinamentos realizados em dias de campo, aliás, também são ressaltados. “Já levei treinamento do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) sobre doma racional, encascamento e rédea para a minha região, e não só para a minha propriedade, a fim de ajudar os pequenos produtores que vivem em volta”, conta a pecuarista. Para ela, no entanto, tudo ficaria melhor se esses cursos conseguissem chegar com mais frequência em áreas distantes, com sua propriedade, que fica no limite no munício de Espigão d’Oeste.

Com acesso sem limites à comunicação, não há mais desculpas para alimentar o preconceito com a atividade rural, em especial com o pecuarista. Aquele profissional extrativista, bruto e distante ficou para trás. Hoje, tecnologia e alimentação andam de mãos dadas para cada dia corrido tornarem-se um só. E o grande responsável por isso merece todo o reconhecimento que lhe é de direito – por parte da indústria, do mercado exterior e de toda a sociedade.

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