05/02/2019 - Notícias CNPC

Rastreador de gado via satélite agrega valor aos pecuaristas

A novidade ajuda a diminuir prejuízos com embargos sanitários internacionais

Pecuaristas que precisam agregar valor para os produtos, acessar mercados consumidores mais sofisticados – e de quebra se proteger de eventuais multas ambientais ou embargos sanitários impostos por nações estrangeiras – contam agora com um poderoso aliado: um rastreador de gado em formato de colar que utiliza dados transmitidos via satélite e registra os locais que o animal passou durante todo o período de engorda.

A tecnologia foi criada por meio de uma parceria entre as empresas EcoBoi e Tracking System e a Globalstar, líder mundial em serviços de voz e dados via satélite, e foi testada pelo Grupo Gaia de Pesquisa em Ruminantes da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) e pela Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo (FZEA-USP).

Apesar de não ter sido criado com esse fim, o produto também pode ajudar a minimizar os prejuízos dos produtores com os roubos cada vez mais frequentes nas fazendas, uma vez que os animais “perdidos” podem ser facilmente localizados e colocados em local mais seguro. Também podem ser criadas cercas virtuais e, assim que um animal ultrapassa a área demarcada, o produtor é avisado.

O EcoBoi, nome dado ao rastreador satelital, atende todos os requisitos da Instrução Normativa 51, de 01 de outubro de 2018, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, que estabeleceu as regras para o SISBOV (Serviço de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos). Até então, nenhuma das tecnologias disponíveis para o rastreamento de bovinos usava a comunicação via satélite.

Fonte: Exame

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