12/12/2017 - Notícias CNPC

Vacinação de rebanho pode deixar de ser obrigatória para 12 municípios

A última sorologia, que envolveu mais de 22 mil amostras, atestou a inexistência do vírus da aftosa no rebanho do Amazonas.

Manaus – O Governo do Amazonas articula a entrada do Estado na elite da pecuária brasileira a partir de 2019. O ingresso neste grupo permite que 12 municípios do sul e sudeste do Amazonas não precisem mais vacinar o rebanho contra a febre aftosa. No último dia 4, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, oficializou o Amazonas como estado livre da doença com vacinação.

Os trabalhos de defesa sanitária no Amazonas promovidos pelo Governo do Estado, por meio da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf), órgão vinculado ao Sistema Sepror, foram intensificados ao longo dos anos efetivamente confirmados em laboratório através da última sorologia, com a realização da coleta sanguínea de bovinos e bubalinos, que envolveu mais de 22 mil amostras, atestando a inexistência do vírus da aftosa, e com isso vai permitir que os 12 municípios possam retirar a vacina, uma vez que a doença está controlada e em processo de erradicação.

As tratativas para este ingresso, segundo o presidente da Adaf, Sergio Muniz, foram discutidas durante o 5° Encontro Nacional de Defesa Sanitária Animal (Endesa), realizado em Belém (PA), entre os dias 4 e 8 de dezembro. Rondônia e Acre ingressam neste grupo. A Superintendência Federal de Agricultura no Amazonas (SFA-AM) e a Federação de Agricultura e Pecuária (Faea) também
fazem parte do grupo que atua para que o Amazonas entre neste mercado.

Articulação

A articulação deu-se pelo Plano Estratégico 2017-2026, do Programa de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa), do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), que prevê a retirada total da vacinação no país até 2023 com o reconhecimento internacional da Organização Mundial de Saúde (OIE). No Amazonas, a retirada da vacina será feita em etapas e devem começar a partir de 2019.

De acordo com o diretor-presidente da Adaf, Sergio Muniz o plano estratégico está dividido em cinco blocos, para que seja feita a transição de área livre da aftosa com vacinação para sem vacinação. “Defendemos e queremos que parte do Amazonas (sul e sudeste) que representam quase 70% do rebanho do estado, acompanhe os estados do Acre e Rondônia que compõem o primeiro bloco do plano para a retirada da vacina contra a febre aftosa. Se entrarmos neste bloco, a última vacinação será realizada em maio de 2019 ”, comentou.

Blocos

No bloco I integram os estados do Acre e Rondônia; no Bloco II: Amazonas, Amapá, Pará e Roraima; o Bloco III: Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte; Bloco IV: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantins, e; Bloco V: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande
do Sul.

Atualmente, o Brasil possui apenas um estado da federação livre de febre aftosa sem vacinação, que é Santa Catarina reconhecido internacionalmente pela Organização Mundial de Saúde (OIE). Esse status oferece vantagens comparativas comerciais, agregando valor ao produto e subprodutos, geração de emprego e renda, e permite a profissionalização da atividade pecuária. Até
maio de 2018, o Amazonas deve ser reconhecido internacionalmente como área livre de febre aftosa com vacinação pela (OIE).

Nesse momento, o Governo do Amazonas, por meio da Adaf, está pleiteando a inclusão de 12 municípios no bloco I, junto com Acre e Rondônia, que juntos passariam a ser livres de aftosa sem vacinação. Nesta condição, o Estado poderá fazer parte da elite da pecuária brasileira. “Estamos atendendo as orientações e recomendações do governador Amazonino Mendes para a formalização, e interiorização da economia, possibilitando o tão sonhado novo ciclo econômico no Estado”, comentou Muniz.

Sérgio Muniz explica que caso esse pleito seja alcançado com a certificação livre de febre aftosa sem vacinação, que inclui os municípios de Apuí, Boca do Acre, Canutama, Humaitá, Lábrea, Manicoré, Novo Aripuanã, Pauini, Guajará, Envira, Eirunepé e Ipixuna, vai aumentar a competitividade da pecuária amazonense, com ganhos reais para os pecuaristas e a melhor qualidade dos
produtos que chegarão aos consumidores, como também a sustentabilidade da atividade com a implementação de tecnologias de aproveitamento racional das propriedades rurais existentes nessas regiões.

Mapa

Segundo Sergio Muniz, o Mapa está avaliando o pleito, e fazendo suas ponderações colocadas pela agência e novas reuniões serão realizadas para definirem e ajustar as ações do plano estratégico do Pnefa. Durante a defesa da agência no encontro foi apresentado, mapas, fluxos, propostas de barreiras, fronteiras e possibilidade de trânsitos de animal para que se mantenha o controle de trânsito de animais nessas regiões, assim bem como em todo o Estado.

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