05/11/2016 - Releases

A FEBRE AFTOSA

Clima de cooperação marca visita da missão norte-americana ao Paraguai

Durante as reuniões governamentais e privadas foram expostos os objetivos do GIEFA e sua dinâmica de atuação concentrada nas zonas epidemiológicas importantes do continente, entre as quais está a fronteira brasileiro-paraguaia. O grupo também discutiu a ocorrência de focos nos territórios do Mato Grosso do Sul e do Paraná e as medidas que o Paraguai tomou para evitar a entrada da doença em seu território.

O grupo foi recebido em audiência especial pelo Ministro de Agricultura y Ganaderia, Gustavo Ruíz Diaz, acompanhado pelo vice-ministro Roberto Bogado e pelo presidente do Servicio Nacional de Salud Animal (Senacsa), Hugo Corrales Irrazabal, além de diretores e técnicos. No encontro, os dirigentes fizeram detalhada exposição do plano de erradicação da aftosa no País, que desfruta da condição de zona livre da doença desde maio de 2005.

O ministro paraguaio assegurou que o negócio da carne é prioridade nacional e que dará todo o apoio necessário para manter e aprimorar o status sanitário do seu País. ?O Paraguai obteve excelente desempenho no mercado de carnes em 2005, ampliando suas exportações. O País reconhece a importância de ser livre de aftosa para participar do mercado internacional, pois seu rebanho tem relação de dois bovinos por habitante, o que lhe confere enorme potencial exportador. A carne bovina já é o segundo item de exportação, seguindo de perto a soja?, afirmou Ruíz.

Segundo informações do Senacsa, a circulação viral na região fronteiriça entre Brasil e Paraguai é preocupante e deve ser reduzida e eliminada com medidas concretas, definidas entre as propostas pelo GIEFA. A missão norte-americana, que contou com a presença dos empresários Glenn Slack e David Harlan, além do diretor do PANAFTOSA, Miguel Genovese, visitou ainda a Associação Rural Paraguaia (ARP), o Frigo Chaco e a Estância Paso Ita do Grupo Viradolce.

Durante os encontros, as autoridades sanitárias e os líderes empresariais do Paraguai identificaram as prioridades para o projeto de erradicação da aftosa ter êxito, entre elas: cursos de capacitação para funcionários; cursos de extensão e motivação de produtores; estímulo à vacinação assistida; incorporação dos convênios de fronteira ao Plano GIEFA; colaboração para obtenção de um laboratório compacto biosseguro, fortalecimento do sistema de interconexão digital para melhor comunicação, reforço nos postos de controle em zonas fronteiriças; implementação de escritórios e equipamentos de suporte na Bolívia; implantação de dois postos no Chaco e apoio a comissão técnica multinacional de vigilância e auditoria.

Segundo Sebastião Guedes, o Paraguai faz neste mês (fevereiro) vacinação estratégica nos municípios de Canindeyú, Amambay, AltoParaná, Concepción e San Pedro. Para tanto, precisa adquirir de 3 a 4 milhões de doses de vacina no Brasil, pois um de seus laboratórios está com a produção parada modificando o sistema de inoculação, conforme normas da OIE. A liberação dessa exportação por parte do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento pode dar inicio à cooperação mais estreita na fronteira com o Brasil.

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Publicada Em: 13/06/2008
Assessoria De Comunicações | Altair Albuquerque

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