05/11/2016 - Releases

FEBRE AFTOSA ENTIDADES DE CLASSE DO MERCOSUL DEFINEM RECURSOS PARA ERRADICAÇÃO DA DOENÇA NO CONE SUL

FEBRE AFTOSA ENTIDADES DE CLASSE DO MERCOSUL DEFINEM RECURSOS PARA  ERRADICAÇÃO DA DOENÇA NO CONE SUL

Sugestão é para que o setor privado contribua com US$ 5 por tonelada de carne bovina exportada

O Conselho Nacional de Pecuária de Corte (CNPC), que representa o setor privado do Mercosul no Grupo Interamericano de Erradicação da Febre Aftosa (GIEFA), e entidades de classe do setor privado dos países sul-americanos reuniram-se em São Paulo , em 20 de março, para debater e definir ações para agilização da erradicação da febre aftosa no Mercosul.

O encontro contou com a presença de dirigentes de associações rurais e de exportadores de carne bovina do Brasil, como Marcus Vinícius Pratini de Moraes, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne Bovina (ABIEC), e Antenor Nogueira, presidente do Fórum Nacional Permanente da Pecuária de Corte da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (FNPPC-CNA), além do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Pecuária (FUNADEP). Também participaram representantes da Argentina, Paraguai e Uruguai.

Sebastião Costa Guedes, presidente do CNPC e do GIEFA, apresentou proposta do grupo interamericano para definição dos recursos que serão doados pelo setor privado e das entidades dos países do Cone Sul responsáveis pela arrecadação, recepção e aplicação desses recursos necessários à erradicação da doença, sempre em sintonia com os governos nacionais.

?Sugerimos taxa de US$ 5 por tonelada de carne exportada, o que não oneraria nenhuma entidade.Para aqueles que não exportam, estudamos outra opção, como um valor por animal. Essa é uma proposta inicial, que será levada aos países pelos respectivos representantes presentes à reunião de São Paulo para debate e sugestão de alternativas?, afirma Sebastião Guedes. ?Esperamos que até a realização da Cosalfa 2006 (Comissão Sulamericana para a Luta contra a Febre Aftosa), que acontecerá de 06 a 07 de abril, no Equador, já estejam devidamente acertadas as últimas pendências para agilizar a implementação do plano continental?, completa Guedes.

Segundo o presidente do CNPC e do GIEFA, as definições também serão importantes para ser apresentadas durante o Congresso do Nacional Institute Animal Agriculture (NIAA), de 02 a 06 de abril, em Kentucky (EUA), com a presença dos setores privado e público dos Estados Unidos, que participaram da última missão ao Brasil-Paraguai-Bolívia-Equador, e apresentarão suas sugestões para a consolidação da cooperação com a América do Sul.

?O momento de efetiva cooperação entre os países é oportuno, uma vez que se resolvermos os últimos casos de febre aftosa no Brasil e na Argentina, temos uma situação muito vantajosa dentro do continente sul-americano para erradicar a doença, já que 78,6% dos bovinos, 59,3% dos rebanhos e 53% da superfície da América do Sul estão na condição de livre de febre aftosa com vacinação. Com a recuperação das duas regiões afetadas, serão 90% dos bovinos, 89% dos rebanhos e 90% da superfície em áreas livres da doença?, analisa o presidente do CNPC.

Ainda na reunião, os setores privados dos países da América do Sul lamentaram a falta de transparência com que a Argentina está tratando o foco de febre aftosa na província de Corrientes. Pela segunda vez, as autoridades sanitárias daquele país estão impedindo uma visita prevista pelo Conselho Agropecuário do Sul (CAS) e Comitê Veterinário Permanente (CVP) dos técnicos de sanidade animal dos demais governos da região à zona do foco, o que lança graves suspeitas sobre a real dimensão do problema em Corrientes.

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Publicada Em: 01/03/2006
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